domingo, 12 de setembro de 2010

Bem cedo...

Desde quando saiu de casa pela manhã, apesar de fazer sempre tudo a mesma coisa, tudo parece ser novo. Eu vejo tudo sempre, nos mesmos lugares, as mesmas pessoas e pelo mesmo caminho.
Eu sou grato por ascender as luzes da minha rua, ninguém ver por esse lado, e perdou tudo.
Tudo é sagrado, até o nervosismo das pequenas coisas. Meus passos são metódicos, certos e seguros, escondem alguém frágil, que se faz forte, e sofre.
Enfim, metade de meu caminho é feito, tudo igual e ainda sinto um medo. Olho à todos, todos os dias, sei que fazem isso comigo também. Me mostro.
Ultrapasso tudo, enfim repouso e recebo para rir, como sou grato.
Quando me desprender disso tudo, quero sentar e lembrar da cidade acordando, das pessoas acordando, de mim acordando.

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