domingo, 18 de janeiro de 2009

Fracasso!

Quando sinto ranger, a doer, a machucar, a maltratar o coração, sinto que o amor bate a minha casa e por mais que eu procurre incessantemente a porta de saída, o botão de ejetar, já dou por mim um drogado!
De tanto meus olhos não poderem dizer, meu coração fala através do tempo o que o destino me reservou e eu não queria ver ou sentir.
O amor dói, amar dói.
Dor que se abate sobre a matéria que qualquer ser humano se ver encantado ao amar sentir doer seu corpo inteiro como mergulhado em uma piscina de 1000 facas lhe perfurando.
Ô doce dor, sem tí sou nada, tu que alimentas o meu ser imundo, completo, grande. Como não gostar do amor? Como não gostar dessa dor?
Me entrego concomitantemente a esse sentimento, sem anestesia, sem preparo, a sangue frio, rolar, deitar, me lambusar no mar sem fim de dor que é amor!
Ô amor que me consome, que me alimenta, que me sustenta, senhor de mim, do meu destino! Sobre tí, sinto melhor o ar, me entrego assim, só eu a mim por ti, porque és o meu sentido, o meu alívio.
Não me deixes deixar de sentir a tua força sobre mim, reine em mim, ô dor infernal.
Quero morrer amando, quero amar morrendo! Quero viver no amor!

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